Usina Angiquinho, a primeira hidrelétrica do Nordeste completa 104 anos

Usina Angiquinho, a primeira hidrelétrica do Nordeste completa 104 anos

Por W L da Revista Baiana de Notícias///Portal de Notícias da RBN FM

Marco do desenvolvimento econômico e social do Nordeste, a Usina Hidrelétrica de Angiquinho, que foi inaugurada em 26 de janeiro de 1913, pelo industrial Delmiro Gouveia, no trecho do rio São Francisco, que compreende os estados de Alagoas e Bahia, completou 104 anos nesta quinta-feira (26).

História

Para construir Angiquinho, Delmiro foi à Serra do Mar adquirir o maquinário necessário, e acabou por contratar um engenheiro italiano, Luigi Borella, para projetar a empreitada. Também foram contratos engenheiros e técnicos franceses para montar a Usina. Conta à história que ao verem a localização da casa de máquinas da Usina (que era encravada no paredão do cânio do rio) não hesitaram em tentar recuar sendo barrados por Delmiro que o obrigaram a descer em um elevador improvisado por cordas trançadas de couro, debaixo da mira de uma arma. Como a casa de máquinas da usina ficaria no paredão do cânion do rio São Francisco, local de difícil acesso, houve quem duvidasse do sucesso da obra.

Inaugurada em 26 de Janeiro de 1913 pelo então empresário Delmiro Gouveia, a 1ª Hidrelétrica da Cachoeira de Paulo Afonso e a 1ª do Nordeste tinha como objetivo fornecer energia elétrica a uma grande indústria têxtil chamada de Companhia Agro Fabril Mercantil localizada na cidade de Pedra (hoje Delmiro Gouveia). Sua energia era bastante também para alimentar uma bomba d’água que abastecia a mesma cidade, distante aproximadamente 24 km da cachoeira. A usina de Angiquinho fica a poucos quilômetros de Paulo Afonso.

Atualmente

A Angiquinho foi tombada pelo Estado em 2006, quando até então foram investidos cerca de R$ 600 mil para melhorias, as quais foram denominadas ações emergenciais, permitindo, por meio de um processo de gestão compartilhada com a Fundeg, para que o sítio histórico ficasse habilitado para receber visitações turísticas e há, inclusive, um roteiro que se realiza normalmente, desde então.

Em 2007, o IPHAN instaurou o processo de tombamento federal e, desde estão, vários estudos e projetos de restauração vêm sendo desenvolvidos. O marco que permitirá a continuidade de ações da Chesf é exatamente a conclusão do tombamento federal.

Sobre o autor  ⁄ Redação RBN

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