Paulo Afonso-BA, 13/08/2022
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Rio São Francisco está contaminado com rejeitos da barragem de Brumadinho

Por Agência de Notícias RBN

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Postado por Agência de Notícias RBN//// ////Portal da RBN FM 93, 5

Quase três meses após a tragédia do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), que matou 210 pessoas e deixou outras 96 ainda consideradas desaparecidas, um relatório da Fundação SOS Mata Atlântica revela que os danos ambientais provocados por mais um crime da empresa são ainda piores do que os divulgados até o momento.

Segundo a entidade, o rio São Francisco está contaminado com rejeitos de minério. Entre os dias 8 e 14 de março, a equipe da SOS Mata Atlântica revisitou a região até o Alto São Francisco para monitorar sua água.

Dos 12 pontos analisados, nove estavam com condição ruim e três regular, o que torna o trecho a partir do Reservatório de Retiro Baixo, entre os municípios de Felixlândia e Pompéu até o Reservatório de Três Marias, no Alto São Francisco, com água imprópria para uso da população.

A análise apontou que, em alguns trechos, as concentrações de ferro, manganês, cromo e cobre, assim como o nível de turbidez da água, estavam acima do recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

turbidez é avaliada pela quantidade de partícula sólida em suspensão, o que impede a passagem da luz e a fotossíntese, causando a morte da vida aquática (em relatório divulgado pelo Portal do Meio Ambiente de Minas Gerais, datado do dia 20/02, a Vale teria informado que já teriam sido encontrados mais de 1.500 peixes nativos mortos no Paraopeba).

A equipe da fundação que foi até a região próximo a Brumadinho afirma que “o Reservatório de Retiro Baixo está segurando o maior volume dos resíduos de minério que vem sendo carreados pelo Paraopeba. Apesar das medidas tomadas no sentido de evitar que os rejeitos atinjam o rio São Francisco, os contaminantes mais finos estão ultrapassando o reservatório e descendo o rio e já são percebidos nas análises em padrões  elevados”.

No final de fevereiro, a SOS Mata Atlântica divulgou um outro levantamento que mostrou que a contaminação do rio Paraopeba já chegava a mais de 300 km e atingia 16 municípios. Todavia, ainda não se tinha certeza se o São Francisco seria atingido ou não.

Além da contaminação dos recursos hídricos da região, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão destruiu quase 270 hectares de vegetação da Mata Atlântica.

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