Paulo Afonso-BA, 09/08/2022
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145 UPAs construídas pelo governo estão fechadas por falta de dinheiro

Por Agência de Notícias RBN

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Segundo o Ministério da Saúde, unidades estão prontas, mas sem previsão de inauguração. Decreto federal permite que prefeituras usem estruturas para atendimento na área da saúde.

Prédios de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão fechados por todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, 145 estão prontas, mas com as inaugurações sem previsão.

A verba para a construção é do Fundo Nacional de Saúde e as prefeituras são responsáveis por comprar equipamentos e pelo atendimento dia e noite. A maioria das administrações municipais alega que não tem dinheiro.

Em Votorantim (SP), no interior de São Paulo, a UPA ocupa quase um quarteirão e foi construída em 2014. A obra custou ao Ministério da Saúde R$ 2 milhões. O posto atenderia pacientes de pelo menos 10 bairros, mas nenhum foi feito.

“Todo mundo estava contente, todo mundo consciente que ia sair alguma coisa”, diz o aposentado Valdir Duarte.

Na mesma cidade, outro prédio está pronto desde 2013 e também não abriu as portas. O mato cresceu e a estrutura começou a ser danificada pela sujeira e vândalos.

“Só em uma das unidades, que fica um pouco mais afastada, só nela, para deixar ela funcionando, em virtude de deterioração e roubo, é em torno de R$ 500 mil”, explica o secretário de Planejamento e Desenvolvimento da Prefeitura de Votorantim, Carlos Laino.

UPA da Vila Nova deveria ter ficado pronta em julho de 2013 — Foto: Reprodução/TV TEMUPA da Vila Nova deveria ter ficado pronta em julho de 2013 — Foto: Reprodução/TV TEM

UPA da Vila Nova deveria ter ficado pronta em julho de 2013 — Foto: Reprodução/TV TEM

Decreto federal
O Ministério da Saúde afirma que no Estado de São Paulo, nos últimos 10 anos, foram cancelados 75 pedidos de instalação de novas unidades. As prefeituras tiveram que devolver tudo que o governo federal gastou na construção dos prédios: cerca de R$115 milhões.

No entanto, um decreto do governo federal pode melhorar a situação. Os municípios podem continuar com os prédios sem devolver o dinheiro da obra, desde que a unidade seja usada para atendimento na área da saúde.

Em ao menos 10 cidades em São Paulo, prédios erguidos para a implantação estão sendo adaptados para outros serviços de saúde.

Nos municípios de Jaú e Lins, as estruturas continuam fechadas, mas as prefeituras estão planejando criar postos de saúde e unidades básicas que custam menos.

Em Paraguaçu Paulista, o local foi transformado em um centro de exames. Já em Pederneiras, a UPA funcionou por apenas dois meses e tornou-se um centro de diagnósticos

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