Paulo Afonso-BA, 11/08/2022
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Em entrevista à RBN, Vereador Jean Roubert explica porque votou favorável a Embasa

Por Agência de Notícias RBN

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Depois de muita polêmica, discussões, controvérsias, a tão questionada prestação de serviço da Embasa, a Câmara de Vereadores, por meio da maioria dos seus parlamentares, votou a favor da renovação do Convênio da Embasa, com o município, com um placar de 9 votos a favor e 5 contra.

Jean Roubert (PTB), foi um dos nove vereadores que votou pela renovação do convênio da Embasa com o município de Paulo Afonso. O edil participou do Programa Ronda 93 da RBN FM, na tarde desta quinta-feira (25), e pontuou o motivo do seu voto favorável à estatal.

Voto favorável

“Eu disse hoje pela manhã que esse é um momento muito amargo, porque as pessoas pensam que o momento do vereador é só ter bônus, mais é o ônus de você decidir ou você avaliar e pensar com espírito público com a responsabilidade de não querer prejudicar o município de Paulo Afonso, mesmo que na democracia nós nos permitamos divergir, como eu falei hoje, mas entendendo esse momento da situação econômica”.

Impasse deste 2016

“Um serviço tão importante que se exauriu o contrato em 2016, essa temática é complexa, não é fácil, porque na verdade é impopular e deveria ter sido resolvido desde 2016 e que não foi, e chegou a todos nós nesse momento para enfrentarmos o problema e quero dizer e deixar bem claro, porque eu citei isso na Câmara no meu voto a favor do convenio da gestão associada com o estado através da Embasa”.

Não se votou taxa de 80%

“Eu disse claramente que sou como consumidor, contra a tarifa de 80%, porque lá atrás o município não resolveu o serviço diretamente, mais delegou ao estado e compete ao estado ele fixar a tarifa e executar os serviços através da Embasa, então a competência é do estado. Hoje o que aconteceu não foi discursão de tarifa nenhuma, foi um convênio que o município sinaliza ao estado que através da Embasa e quer manter diálogo para manutenção dos serviços. Um contrato de concessão que foi de 20 anos, ele se exauriu em 2016, ao exaurir em 2016 o gestor que é o que dirigi a cidade ele tem três caminhos segunda a lei, porque na administração”.

Se não renovasse o gestor tinha três caminhos

“Pública a gente não pode fazer o que queremos, temos que fazer o que manda a lei, então nesses três caminhos o gestor tem três caminhos, dizer que vai fazer o serviço diretamente, mais para isso ele dizer que não tem condições de criar uma entidade da administração indireta, uma autarquia, criar toda uma sistemática de regulação através da agencia reguladora do município e ter condições financeiras pra investir milhões para executar o serviço diretamente o município e o momento como estamos vivendo hoje economicamente o país, isso é impensável”.

Outras cidades que optaram por outro caminho, estão arrependidas

“Estamos vendo cidades como Juazeiro, Itabuna, que caminharem por esse caminho e já estão pedindo pelo amor de Deus para retornar, porque nenhum município tem a vocação financeira para bancar serviços a essa altura, esse é o primeiro caminho e o gestor da cidade sinalizou que esse caminho não tem condições. Segunda situação é que o gestor poderia e pode abrir uma licitação de concorrência, mais ai tem duas situações que eu pontuei hoje para que você cidadão entenda que a nossa responsabilidade e a do prefeito quanto gestor em que tese a gente ter discordância da administração pública, mais nesse momento temos que sermos responsáveis e não apenas dá um discurso de emoção, sensacionalista, para enganar as pessoas, dizendo que era coisa de 80% de tarifa, e não tem nada haver. A situação se agrava se o prefeito sinalizasse que queria fazer uma licitação, porque é competência do prefeito dá segmento ao município, e se ele sinalizasse que ia causar prejuízo ao município”.

 

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