Paulo Afonso-BA, 29/10/2020
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Presidente Estadual do Sindicato dos Servidores Penitenciários vem a Paulo Afonso e diz que presidio é uma panela de pressão prestes a explodir

Por Agência de Notícias RBN

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Presidente Estadual do Sindicato dos Servidores Penitenciários vem a Paulo Afonso e diz que presidio é uma panela de pressão prestes a explodir

O Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado da Bahia – SINSPEB, Reivon Pimentel, encontra-se na cidade de Paulo Afonso e nesta quinta-feira (24), conversou com o repórter Thiago Nascimento e falou sobre as situações enfrentadas pela Unidade Prisional do município.

Reivon disse há cerca de 200 dias a unidade prisional de Paulo Afonso está sem diretor, já que o mesmo foi afastado das suas funções para apuração de uma denúncia do Ministério Público, Alex Silva, diretor da unidade prisional de Vitória da Conquista foi nomeado interventor e ficou até o último dia 18 respondendo pelo presidio de Paulo Afonso. O Presidente do Sindicado denunciou ainda que a unidade está sem câmeras de monitoramento, baixo efetivo policial penal, superlotado e que isso tudo traz insegurança para a cidade, haja vista que só mente esse ano três fugas já foram registradas no presidio. Pimentel também disse que o vice-diretor da unidade atribuiu a possíveis facilitações dos policiais penais.

 Visita à Paulo Afonso

“O motivo da visita do sindicato é mais uma vez acompanhar a falta de segurança no conjunto penal de Paulo Afonso, insegurança essa que já vem há mais de seis anos, pois nós já estamos a seis anos no sindicato e há seis anos que nós denunciamos essa falta de segurança, não só ao secretário Nestor Duarte, mas também aos órgãos fiscalizadores, como Ministério Público, Tribunal de Justiça, OAB, Defensoria Pública e recentemente a situação se agravou”.

Diretor afastado do presidio e fugas

“Estamos há quase 200 dias sem um diretor na Unidade por conta de um medido do Ministério Público a 190 dias o diretor foi afastado das suas funções para apuração de uma denúncia e daí pra cá foi nomeado um interventor que é de Vitória da Conquista, que em pleno pico da crise não se encontra na unidade, há uma briga interna entre o vice-diretor e o diretor, e por conta dessa disputa interna pelo comando da unidade, recentemente após a fuga de dois presos, o vice-diretor de forma irresponsável, caluniosa e leviana, acusou todos os policiais penais de estarem envolvidos, de terem facilitado a fuga desses dois presos. Estas acusações segundo ele com base em informações de presos e sem nenhuma prova, vem trazendo e maculando a honra, o nome, dos policiais penais e dos demais servidores da unidade, então nós estamos aqui para acompanhar e pedir providencias das autoridades para que esse desmando no conjunto penal de Paulo Afonso possa acabar, porque do jeito que vai a situação pode transpor os muros da unidade, no caso de uma fuga em massa e a população de Paulo Afonso que será prejudicada, pois tivemos recentemente mais três fugas pelo mesmo local, os presos utilizaram da guarita que deveria estar guarnecida pela Polícia Militar para empreender fugas, então como foram uma fuga de um, depois mais sete, depois mais dois, pode ser uma fuga em massa, porque nós temos aqui quase 500 apenados e para fazer a segurança da unidade e assistência a esses presos, nós temos seis no máximo seis policiais penais por plantão, esses seis policiais penais eles não dariam nem para ocupar um posto de serviço”.

Baixo efetivo policial penal e superlotação

“Os pavilhões B, C e D estão sendo guarnecidos por dois policiais penais, cada pavilhão desse tem em média 200 presos, é humanamente impossível se fazer segurança prisional com esse quantitativo de polícia penal e fatos que agravam ainda mais a insegurança foi a retirada das câmeras de segurança, porque aqui nós tínhamos câmeras de segurança, mas por conta desse processo que está tramitando na justiça, essas câmeras foram retiradas para perícia pela Polícia Técnica e há quase 200 dias a unidade está sem monitoramento por câmeras, então nós estamos sem monitoramento por câmera, sem vigilância perimetral que é de responsabilidade da Polícia Militar, com baixíssimo efetivo de policial penal e com a unidade superlotada, então é um prato cheio, o conjunto penal de Paulo Afonso hoje é uma panela de pressão prestes a explodir e é por isso que o sindicado dos servidores penais está aqui para tentar de alguma forma sensibilizar as autoridades para que seja posto um fim nessa questão da insegurança da unidade”, finalizou.

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