Paulo Afonso-BA, 07/12/2021
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Análise: São Paulo vive só picos de bons momentos, e isso mantém time ameaçado no Brasileirão

Por Agência de Notícias RBN

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Passa rodada, entra rodada, e a análise sobre o São Paulo segue praticamente a mesma: uma equipe irregular, que pouco aproveita os bons momentos, e ainda ameaçada de viver o pior vexame da história.

Contra o Athletico-PR, diante de mais de 43 mil pessoas, o cenário se desenhava como ideal para tudo mudar por uma noite. Não deu certo, e os são-paulinos deixaram o Morumbi frustrados com o 0 a 0.

Diante do campeão da Sul-Americana, que entrou em campo no último sábado, o São Paulo começou como nos melhores momentos de 2021: intenso, veloz e perigoso. Porém, durante os 90 minutos, o saldo que fica se direciona para a queda de volume ofensivo, a falta de alternativas para as quebras de ritmo do adversário e mais uma partida sem anotar gols.

Sem Luciano, o técnico Rogério Ceni promoveu o retorno de Calleri ao time titular e promoveu a entrada de Marquinhos, a fim de ter um jogador de velocidade pelas pontas. No primeiro tempo, o São Paulo insistiu muito pela esquerda, e o jovem passou a ter pouco campo para se impor. A resposta a essa estratégia veio, e o jogo travou pouco a pouco.

Em partidas assim, travadas e com o rival administrando cada segundo, as chances devem ser aproveitadas, e o São Paulo peca demais neste sentido. Foram 17 finalizações, mas apenas duas no gol do goleiro Santos. Não é à toa que o time possui o segundo pior ataque de todo o Campeonato Brasileiro.

ogério Ceni ainda não conseguiu embalar duas vitórias consecutivas, e o São Paulo segue ameaçado pelos próprios erros. Na primeira decisão, o time travou. Tanto que a distância para a zona de rebaixamento se encontra em cinco pontos, com o Bahia ainda devendo um jogo na comparação ao Tricolor (34 a 33).

O tempo para correções é pouco, e no sábado o Morumbi deve receber novamente bom público para empurrar a equipe para longe do Z-4. Contra o Sport, os bons momentos devem ser aproveitados para o torcedor, enfim, respirar neste fim de novembro.

O que deu certo

 

Cada vez mais, Gabriel Sara se torna o jogador fundamental esperado dentro do São Paulo. Novamente escalado mais pelo lado direito e posteriormente deslocado para a ala esquerda, o camisa 21 ganha liberdade de movimentação e confiança. Dos pés dele saíram as melhores jogadas do time, principalmente no primeiro tempo.

A presença de um “todo-campista”, teoricamente, favoreceria o desenvolvimento ofensivo do time. Porém, contra o Athletico, faltou parceria para Sara. Igor Gomes viveu noite ruim, assim como Marquinhos. Com Benítez, houve entendimento pelo lado esquerdo, mas não suficiente para ameaçar Santos.

Defensivamente, o São Paulo novamente se mostrou sólido. Arboleda teve nova atuação soberba, vencendo a maior parte dos duelos individuais. São dois jogos consecutivos sem sofrer gols, notícia positiva para quem briga na parte baixa da tabela.

O que deu errado

 

Sem Luciano, jogador de mobilidade e capaz de participar ativamente a armação, Ceni escalou Calleri na referência e Marquinhos no lugar de Vitor Bueno. O argentino viveu noite ruim e teve muita dificuldade com Thiago Heleno, principalmente.

Novamente, a irregularidade destrói o São Paulo. A intensidade e alta voltagem dos primeiros minutos, naturalmente, caem, e a equipe demora a encontrar alternativas. As mudanças de Rogério Ceni não causaram impacto, especialmente na metade final de segundo tempo.

O São Paulo travou novamente e “jogou o jogo” do Athletico na parte final do confronto. A quebra de ritmo, combinada com a falta de resposta do time da casa, resultaram no 0 a 0, que, matematicamente, é ruim para os dois times.

Entretanto, diante de 43 mil pessoas e um contexto favorável, o São Paulo é quem sai frustrado e mais pressionado. A noite ideal para espantar a ameaça da segunda divisão terminou amarga.

Próximos passos

Rogério Ceni terá pouco tempo para corrigir os problemas ofensivos do São Paulo, que tem mais um duelo direto pela frente. No sábado, a partir das 21h30 (de Brasília), o Tricolor recebe o Sport, no Morumbi. O clube pernambucano soma 33 pontos e ocupa a vice-lanterna.

Por GE

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